La crisis de Javier Milei impulsa a Dante Gebel en provincias
La aventura de Dante Gebel está ganhando força política nas províncias argentinas. Embora ainda de forma lenta e cautelosa, várias lideranças começaram a se alinhar com o pastor e empresário, que parece estar flertando com uma candidatura presidencial para 2027 através do seu novo movimento, “Consolidación Argentina.”
Recentemente, Gebel passou pelo país com seu espetáculo “Presidante” e teve várias reuniões com figuras importantes, incluindo o governador de Córdoba, Martín Llaryora. Ao seu redor, estão figuras como Eugenio Casielles, um articulador de Buenos Aires que desempenhou um papel crucial na construção da base de apoio a Javier Milei, além de representantes sindicais como Juan Pablo Brey e José Minaberrigaray, e Daniel Darling, seu mentor e CEO da River Church.
Atualmente, Gebel está sendo estratégico e adiando definições políticas até depois do Mundial. Ele tem trabalhado na formação de mesas políticas em diversas partes do país, com o objetivo de establecer uma estrutura nacional robusta. Nesse sentido, já tem atraído um grupo de legisladores de distintas jurisdições que se uniram a sua liderança.
O avanço do projeto de Dante Gebel nas províncias
Um dos exemplos mais recentes desse movimento é Carlos D’Alessandro, deputado provincial de San Luis e um dos fundadores da La Libertad Avanza. D’Alessandro deixou seu cargo no Congresso em dezembro para assumir um assento na legislatura provincial. Ele se afastou do projeto de Milei, insatisfeito com a administração, a qual critica por ser influenciada pela Karina Milei e pela família Menem.
Em uma conversa, ele expôs suas queixas sobre o presidente, alegando que “desconhece todos que ajudaram a solidificar seu projeto” e que se sente “despojado de lugares que nos pertenciam.” Ele destaca que “Karina Milei controla o governo com os Menem”, e relata ter rompido relações com eles. Data de estréia na política, ele se referiu ao partido Tercera Posición, ligado a Graciela Camaño, que também fez frente com Gebel.
D’Alessandro conheceu Gebel por meio de Casielles, e sublinha que Consolidación Argentina não é um partido no sentido tradicional, mas sim um movimento que abriga peronistas, liberais e radicais. Ele elogia o “liderança emocional” do potencial candidato, ressaltando sua habilidade em se conectar com setores vulneráveis. Para ele, uma prioridade é reconstruir uma classe média que “não confia nem nos que estão nem nos que vieram.” Por enquanto, seus esforços estão focados em preparar técnicos, especialmente na área ambiental, que é seu campo de especialização.
Embora o movimento em San Luis ainda esteja muito centrado em D’Alessandro, há planos de aumentar as fileiras com líderes peronistas que estão descontentes com a liderança de Alberto Rodríguez Saá. Na província, o Partido Justicialista aposta em uma normalização após a recente escolha de Christian Humada como novo presidente do partido.
Seguindo para San Juan, o “gebelismo” também está criando raízes, impulsionado pelo deputado provincial Eduardo Cabello, associado ao sindicalismo peronista e parte da Igreja que lidera Gebel. Os apoiadores destacam que seu espaço tem um caráter transversal, misturando “cansaço e expectativas por algo novo” entre a população. Eles se definem como um movimento que não é destrutivo e que busca adicionar algo positivo à cenário político.
Embora muitos dirigentes ainda mantenham sua posição em sigilo, a situação pode mudar nas próximas semanas. No atual contexto, Marcelo Orrego, que governa a província, chegou ao poder em 2023, apoiado pela coalizão Juntos por el Cambio.
Em Misiones, a deputada provincial Rita Flores é vista como uma das principais aliadas de Gebel. Ela representa o partido “Por la vida y los valores”, e seu apoio é crucial em um contexto onde várias lideranças estão buscando resistir ao avanço de Milei. A situação na política estadual é complexa, com o ex-líder Carlos Rovira reformulando sua estratégia.
Neste cenário turbulento, outros agrupamentos também estão tomando forma em Salta, Jujuy e Chubut. O movimento de Gebel está se mostrando como uma resposta à chamada crise de liderança na política argentina, e há rumores de que novos lançamentos do movimento possam ocorrer em diferentes jurisdições, com um exemplo recente sendo a adesão do vereador Luis Vivas em Villa Gesell.
Assim, tudo indica que Dante Gebel e seu movimento continuarão a ganhar destaque no panorama político nacional, trazendo consigo novas esperanças e uma proposta de renovação.